O Papa Estêvão VI (VII) foi o 113º Papa da Igreja Católica Romana.
É considerado Estêvão VI porque um papa que foi eleito com o nome que seria Estêvão II, porém ele faleceu antes de ser entronizado, portanto não foi considerado para de ofício.

Abusando da condescendência de Estêvão, os partidários de Lamberto instituíram um tribunal que passou à História com o nome de "Sínodo do Cadáver". À presença de Lamberto e da imperatriz-mãe, rodeados de eclesiásticos, foi trazido o cadáver mumificado de Formoso, retirado sacrílegamente de seu ataúde. Foi o corpo assentado num trono e acusado do grande crime de haver aceito ser Papa (os Papas são Bispos de Roma), quando já era Bispo de Porto. Intimado a se defender, e logicamente nada respondendo, foi o morto julgado criminoso, despojado das insígnias pontificais; cortaram-lhe os dedos da destra que abençoara as multidões; o corpo foi depois atirado ao rio Tibre, que, mais piedoso, o depôs junto à igreja de Porto, onde o povo, que lhe guardava enorme carinho e admiração, deu-lhe sepultura provisória na pequena igreja de Santa Inês.
Estêvão VII, aliás, acabou seus dias aprisionado por seus ex-amigos e estrangulado. O Papa Sérgio III erigiu-lhe um mausoléu, com uma inscrição em que se conta seu trágico fim devido exclusivamente à ingerência de partidos políticos civis. Quanto a Formoso, seu maltratado corpo foi sepultado entre papas, por Teodoro II, e sua memória foi defendida plenamente por João IX.